Fermentação alcoólica. |
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Fig. 6 Dorna de fermentação.
O processo de fermentação alcoólica para obtenção de álcool hidratado carburante ou anidro tem importância na matriz energética brasileira, onde projetos de âmbito nacional como o PROALCOOL movimentam milhões de dólares por ano e geram milhares de empregos. São comparadas duas técnicas de otimização, uma baseada na teoria do controle ótimo e a outra desenvolvida a partir do algoritmo genético.
A fermentação alcoólica ocorre quando coloca-se a Saccharomyces cerevisiae em presença de açúcar na dorna de fermentação (fig. 6) realizando reações bioquímicas conhecidas como ciclo de Krebs e via glicolítica, para a obtenção de energia (na forma de ATP) e compostos químicos essenciais para sua sobrevivência.
O álcool é um resíduo do processo, que é expelido para o meio extra celular. Um processo de centrifugação permite separar a levedura (que é enviada para a pré fermentação para novo ciclo) do vinho (que será destilado para obtenção do álcool).
O processo tratado foi modelado a partir de levantamentos e experimentos realizados em uma planta industrial e na bibliografia existente, obtendo-se um modelo que relaciona a concentração dos componentes com a adição de mosto.
O índice de desempenho proposto foi composto da seguinte forma:
J = JF + ò [ JP+ JM + C ] dt
JF= S ai P(t_final) * V(t_final) - S bi S(t_final) * V(t_final)
JP =ci P2 / (1+exp((P - limP) / difP)
JM=di S2/(1+exp((S - limS) / difS)
C=ei Fs2 / (1+exp((Fs - limF) / difF)
onde: a,b,c,d e e são os pesos relativos de cada insumo/produto no índice; JF é a componente do índice de desempenho dependente do estado final; JP é o comportamento do produto no índice ao longo de todo o processo; JM representa a matéria prima; C é o efeito do controle; lim é o limite a partir do qual a concentração afeta o desempenho; dif mede a rapidez na queda do índice quando atinge o limite de saturação.
A técnica de controle ótimo é aplicada escrevendo o sistema de equações do processo e o índice de desempenho como:
d x/dt = a(x(t),u(t),t)
J= h(x(tf ),tf) + ò g(x(h ),u(h ),h ) dh
e definindo-se o Hamiltoniano como:
H(x(t),u(t),p(t),t)= g(x(t),u(t),t) + p T (t) a(x(t),u(t),t)
onde p T são os multiplicadores de Lagrange. Através do calculo variacional, pode-se mostrar que:
d x* (t)/dt = del H ( x* (t), u* (t), p* (t), t) / del p
d p* (t) / dt = - del H ( x* (t), u* (t), p* (t), t) / del x
0 = del H ( x* (t), u* (t), p* (t), t) / del u
Os valores iniciais das equações de coestados são:
p1(tf) = dh(x(tf ),tf) /d P
p2(tf) = dh(x(tf ),tf) /d S
p3(tf) = dh(x(tf ),tf) /d Xv
p4(tf) = dh(x(tf ),tf) /d V
onde h(x(tf ),tf) é a parte dependente do instante final do índice de desempenho e * denota os valores ótimos. O algoritmo "Steepest descend" foi utilizado para obtenção da solução ótima.
Para aplicação do algoritmo genético, é necessário parametrizar Fs como um polinômio de segundo grau onde os coeficientes serão as variáveis codificadas no cromossomo de cada indivíduo. O índice de desempenho é calculado a partir da solução do sistema de equações diferenciais para cada indivíduo, e o mecanismo do algoritmo genético se encarrega de convergir para o melhor conjunto de coeficientes que maximize o índice de desempenho.
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Fig. 7 Resultados da concentração de açúcar e álcool na otimização da fermentação alcoólica para utilizando o controle ótimo (azul) e o genético (verde).
Pelos resultados da fig. 7 pode-se observar que:
Desta forma são obtidas as melhores soluções para um problema com as características: